Mendigos

O que é um mendigo?

Um mendigo, vagabundo ou indigente é um indivíduo que vive em extrema carência material, não podendo garantia a sobrevivência com meios próprios. Tal situação de indigência material força o indivíduo a viver na rua, perambulando de um local a outro, recebendo o adjectivo de vagabundo, ou seja, aquele que vaga, que tem uma vida errante.

O estado de indigência ou mendicância é o mais grave dentro de diversas gradações da pobreza material.

 

 

Existem vários conceitos que caracterizam o termo mendigo, tais como: simplesmente pedinte, ou aquele que anda pelas ruas, sujos, com roupas rasgadas e dormindo nas marquises das lojas sofisticadas, ou ainda aquele que bate de porta em porta pedindo um pedaço de pão para saciar a sua fome, a de seus filhos e esposa.

 

Porque existe o mendigo?

As grandes e médias cidades dos tempos de hoje (século XX), estão impregnadas de problemas os mais difíceis possíveis, dentre os quais podem se citar alguns de grande efeito dentro da economia, política e sociologia dos seres humanos, tais como: sequestros, roubos e furtos, prostituição, homossexualismo, desemprego, menores de rua, desigualdades sociais, mendicância e alguns outros de complicada solução. Tais problemas têm preocupado as autoridades governamentais, especialmente os civis que se encontram prisioneiros sem praticar qualquer delito repugnável pelos códigos penais e pelo direito civil, que é quem regula e vigia aqueles que não estão de acordo com as normas constituídas pelos hábitos e costumes de uma sociedade, consciente de seus limites. Ao se fazer uma meditação sobre essas patologias, é que se pensou em detalhar um pouco mais a situação dos mendigos, que se avolumam nas cidades de grande porte, constituindo um problema de distribuição de renda aos trabalhadores, de desprezo aos carentes, e, até mesmo, de esconderijo aos marginais, que procuram essa farsa para seus crimes.

Como será que os  mendigos surgem?

Mas, porque surge o mendigo? Será a preguiça? Será a fuga do campo, que não consegue colocação num emprego digno, mesmo desqualificado? Será a distribuição de renda, que exclui do mercado de trabalho, aqueles de idade avançada? Ou será como dizem os reencarnacionistas a lei de causa e efeito em actuação? Essas e outras perguntas farão parte das inquietações que deixam os cientistas, sociólogos, economistas e religiosos estupefactos quanto a essa problemática, que deixa a sociedade apavorada, devido à insegurança que as famílias enfrentam nos dias de hoje, cujos exemplos e correções não têm dado conta de uma situação tão difícil que se vive na actualidade.

A princípio, o surgimento dos mendigos advém de coisas simples, isto é, pessoas pobres que não têm como se alimentar; não acham outro meio se não pedir um pouquinho ao vizinho ao lado, cuja sensibilidade do amigo ou conhecido não mediu distância, proporcionando condições para que aquele ser humano pudesse saciar a sua fome, ou procurar os meios de sobrevivência, isto é, uma actividade qualquer para executar. A questão da mendicância aparece com a divisão da sociedade entre pobres e ricos, cujo aumento desse diferencial, os pobres estão na miséria e os ricos cada vez mais ricos; aí, levanta-se o estigma entre o vestido, asseado e o que está sujo, mulambento e fedorento, que provoca a sensibilidade do sentimento e a repulsa daquele que não quer sentir mau cheiro. A sociedade criou tudo isto.   

Enquanto existir todo tipo de inferioridade dentro da humanidade os problemas sociais vão sempre estar presentes. Com isto justificam-se os desajustes económicos, as desigualdades sociais, as contendas políticas e os pequenos conflitos sociais como: a prostituição, o roubo, os assassinatos, a busca pela droga, etc. Esta é uma fase difícil, porque o entendimento de algo que seja transcendental, não há como perceber ainda, pela limitação de experiências e conhecimentos reais que não adentrarem com facilidade em uma mente que é resistente à própria evolução, por não ter como ver a força das palavras que pode direccionar melhor a sua maneira de ser, ainda diminuta. Assim, são todos aqueles que não têm condições de ver o seu verdadeiro caminho, ao considerar que a dureza do coração não aceita aquilo que não conhece e nesta faixa de vibração e de vivência estão os mendigos, que não sabem seguir com a força de sua consciência, pois quase todos que vivem esta vida, cumprem forte expiação, que é dolorosa.

Normalmente atribui-se como uma das causas da mendicância a relação existente entre a cidade e o campo, dado que o homem do campo ao se ver sem recursos financeiros, vai em busca de conseguir algum sustento para sua vida, isto é, um trabalho na cidade, poder educar os seus filhos, ter uma situação melhor e sair da pobreza que paira sobre as famílias que vivem abandonadas nas brenhas de um matagal imprestável. A bem da verdade, o que existe na mente destes irmãos é a inferioridade que se apresenta de uma outra forma, que vai proporcionar evasão a outros tipos de sofrimentos, advindo do orgulho, vaidade, inveja e algumas outras que a ciência ainda não conseguiu detectar naqueles que desejam conhecer o luxo, a potentade e algumas arrogâncias mais. Isto é um facto incontestável, somente como uma forma distante ou perto de indicar a ignorância em que vive o homem, que quer melhorar-se mesmo que passe por cima dos seus irmãos.   

A sobrevivência do mendigo é muito difícil, porque ele é pobre, muitas vezes cheira mal, não tem o que comer e vive a pedir para poder passar mais alguns momentos sobre a terra, que ao acostumar-se com aquela situação torna-se preguiçoso, inconveniente, e muitas vezes não respeita a condição dos outros que tecem uma discriminação incontrolável sobre aquele que deseja completar a sua tarefa evolutiva. A discriminação existente entre os seres humanos denota claramente as condições em que estão submetidos, tendo em vista que estão presos a todo tipo de inferioridade, de animalidade que ainda domina aquele que se encontra impregnado nas coisas da matéria, e é preciso que se procure libertar, para conseguir um mundo cada vez melhor. Das formas de inferioridades, a discriminação é um tipo que mais incita o orgulho, a inveja, e o estigma entre os irmãos que precisam uns dos outros para estar juntos auxiliando-se no processo de evolução, que tanto a humanidade necessita, sem a imposição de alguém e sem o auto-sofrimento ao gerar piedade em coração sensível, que já avançou um pouco.

 

 

 

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